ESPECIAL ELEIÇÕES ORMED
Elisa Gaspar eleita bastonária da Ordem dos Médicos

A médica pediatra-neonatologista, Elisa Gaspar, foi eleita, no dia 30 de Março, bastonária da Ordem dos Médicos de Angola,

tendo obtido 45,5 por cento

dos votos. A tomada de posse

tem lugar a 8 de Abril.

Elisa Gaspar venceu em 15 das 18 províncias do país, com excepção de Luanda, Lunda-Norte e Bié, tendo suplantado os candidatos Mário Fresta, da lista A, que ficou na segunda posição com 37,7 por cento de votos, Miguel Bettencourt e José Luís Pascoal, respectivamente terceiro e quarto posicionados.

Em Luanda, os quatro candidatos juntos lograram apenas 21,5 por cento dos votos, a julgar pelo grande índice de abstenção da população votante, estimada em 79.5 por cento.

A nova bastonária vai cumprir um mandato de três anos, substituindo no cargo o médico Carlos Alberto Pinto de Sousa, que esteve à frente da Ordem durante 11 anos.

Elisa Gaspar é médica neonatologista da Maternidade Lucrécia Paim. Um trabalho que realizou sobre malária congénita - transmissão vertical da malária de mãe para filho, premiado no Brasil, onde fez o mestrado, deu-lhe particular notoriedade junto aos profissionais de saúde e população em geral interessada.

A neonatologista está ainda ligada ao projecto de abertura de Banco de Leite Humano em Angola. O projecto começa a ser executado, no próximo ano, na Maternidade Lucrécia Paim.

O presidente da Comissão Eleitoral, Matadi Daniel, considerou positivo e disciplinado o acto de votação do novo bastonário da Ordem dos Médicos de Angola.

 

 

Primeira mulher bastonária

 

Elisa Gaspar é a primeira mulher e a quinta pessoa a assumir os destinos da Ordem dos Médicos de Angola, criada em 1991. O médico Carlos Alberto Mac-Mahon, já falecido, foi o primeiro a exercer o cargo, tendo sido substituído por José Carlos dos Santos e este por João Bastos.

 

 Prof. Doutor Miguel Bettencourt Mateus O homem por detrás do médico • Por uma Ordem Activa, Representativa e Engajada

O programa do candidato da lista B, Prof. Doutor Miguel Bettencourt Mateus, estrutura-se em cinco áreas de intervenção, designadamente no âmbito da organização interna da ORMED, formação médica, assistência médica, sociocultural e relações internacionais. Em entrevista ao Jornal da Saúde, o médico doutorado em Ciências médicas, ramo de Neurofisiologia clínica, destacou “a necessidade de instituição legítima de todos os órgãos sociais da ORMED para melhor cumprir a sua vocação, o estabelecimento de um diálogo regular com a comunicação social, a necessidade de criar um gabinete de contencioso para defesa jurídica dos médicos, a criação do selo profissional para garantir a qualidade e fidelidade da prescrição médica e o desenvolvimento de programas regulares de formação contínua descentralizado, isto é, não focalizados apenas em Luanda”. O programa prevê também a advocacia das condições condignas de trabalho e de integração dos médicos e faremos igualmente advocacia da admissão de todos os médicos actualmente desempregados.

Ainda no âmbito da melhoria da qualidade profissional e de assistência, o candidato da lista B pretende incentivar a implementação dos programas de internato de especialidade pelos colégios de especialidade e instituir os regulamentos de idoneidade formativa das instituições hospitalares adaptado a nossa realidade.

Por uma Ordem Activa, Representativa e Engajada

 

Qual o papel que a Ordem dos Médicos deve assumir na sociedade e no sector da saúde?

 A Ordem dos Médicos é uma entidade colectiva de utilidade pública com responsabilidades delegadas pelo Estado para advocacia da classe médica, regulação e promoção da qualidade de formação médica, da saúde das população e advocacia da ética e deontologia médica. Nesse âmbito, a Ordem deve ser a vanguarda da classe médica, da promoção de uma saúde de qualidade para a população e funcionar como auxiliar, mas também de alguma forma fiscalizador da implementação de bons programas de saúde no país.

 

Quais são os principais problemas e desafios que se colocam à classe médica e ao exercício da medicina em Angola?

 

A classe médica enfrenta, no momento, variados problemas e desafios que só têm sido em parte dirimidos pelo empenho e esforço abnegado com que a maioria dos médicos se dedica às suas actividades. Refiro-me, por exemplo, à grande sobrecarga de pacientes que acorrem aos serviços de urgência e mesmo de consulta externa, que são reflexo da escassez de médicos nos diferentes níveis de atendimento, mas, sobretudo, no nível primário e zonas periféricas. Ainda dentro dos constrangimentos ao exercício refiro as dificuldades de absorção de médicos pela função pública – que, paradoxalmente, clama por mais médicos –, as deficientes e gritantes faltas de condições de trabalho, material gastável e fármacos para o adequado manuseio dos pacientes. Falo também da deficiente dignificação da classe médica, nomeadamente no concernente a adequada remuneração, a sub-valorização e, até mesmo, a alguma hostilização da classe médica, muitas vezes atribuindo-lhe erros alheios e realizando julgamentos premeditados na praça pública. Não poderia deixar de referir outro problema sério que é a ineficiência do sistema de saúde para atendimento à população e resolução dos problemas de saúde.

 

De que forma o seu programa eleitoral procura responder a esses desafios?

 

O programa que defendemos estrutura-se em cinco áreas de intervenção, nos seguintes âmbitos:

  1. Organização interna da ORMED;
  2. Formação médica;
  3. Assistência médica;
  4. Sociocultural;
  5. Relações internacionais.

 

Estas áreas abarcam os diferentes problemas referidos na pergunta anterior, mas não só. Deste programa ressalto, por exemplo, a necessidade de instituição legítima de todos os órgãos sociais da ORMED para melhor cumprir a sua vocação, o estabelecimento de um diálogo regular com a comunicação social, a necessidade de criar um gabinete de contencioso para defesa jurídica dos médicos, a criação do selo profissional para garantir a qualidade e fidelidade da prescrição médica, o desenvolvimento de programas regulares de formação contínua descentralizado, isto é, não focalizados apenas em Luanda. Também, o nosso programa prevê a advocacia das condições condignas de trabalho e de integração dos médicos e faremos igualmente advocacia da admissão de todos os médicos actualmente desempregados.

Ainda no âmbito da melhoria da qualidade profissional e de assistência, pretendemos incentivar a implementação dos programas de internato de especialidade pelos colégios de especialidade e instituir os regulamentos de idoneidade formativa das instituições hospitalares adaptado a nossa realidade.

 

A seu ver, quais as prioridades do sector da saúde no país?

 

 Entendo que o sector de saúde tem múltiplos problemas que carecem de uma abordagem desprovida de complexos, bastante abrangente e que inclua todas as boas vontades pensantes do país. Nós temos sérios problemas relacionados com a cobertura universal da assistência médica à população, problemas relacionados com a escassez de médicos no sistema nacional de saúde, problemas relacionados com a sobrecarga das unidades secundárias e terciárias no atendimento médico, problemas relacionados com a prevalência de doenças transmissíveis e com o deficiente controlo das doenças não transmissíveis. Temos também sérios problemas relacionados com a admissão de médicos no sistema público e com a conversão ou migração de médicos de outras carreiras, isto é, profissionais que após adquirirem formação médica mantêm-se em carreiras não médicas; temos problemas relacionados com a sobrecarga do trabalho médico, os médicos após 24 horas de urgência são obrigados a continuar a trabalhar no dia seguinte, enfim, um rol de problemas que necessita de uma advocacia e uma abordagem activa por parte do Bastonário e da Ordem dos Médicos. Por isso, o nosso lema é “Por uma Ordem Activa, Representativa e Engajada”. A ORMED, sob nossa liderança, será activa em todas as áreas da vida médica, irá incluir todos os médicos, sem exclusão de opção política, religiosa ou étnica, e plenamente engajada na procura de soluções para os problemas de saúde do país e para os problemas da classe médica.

O homem por detrás do médico

Conheça melhor a personalidade e a visão do candidato da lista B

 

Como vê o papel da mulher na sociedade angolana?

 

A mulher angolana é uma fiel guardiã do desenvolvimento social e cultural do nosso país. São mães batalhadoras, independentemente do seu nível social (é só olhar para as nossas zungueiras), empreendedoras e dedicadas nas suas áreas de intervenção. O seu enquadramento está a ser progressivamente maior e mais evidente na sociedade angolana, apesar de persistirem ainda alguns constrangimentos.

 

 Como é que lida com o stress?

 

Habitualmente em situações de stress tento sempre reagir com bastante ponderação procurando analisar bem a situação em que estou para encontrar as soluções mais adequadas. Desenvolvo também sempre que possível, actividades de “escape” para poder ter maior resiliência na próxima situação de stress. Estou a falar por exemplo do exercício físico, da música que ajudam bastante nesse sentido.

 Como é que encara um desafio? Dê-nos um exemplo.

Em primeiro lugar avaliando adequadamente esse desafio, depois documentando-me bem sobre o assunto e finalmente tomando a decisão que essa avaliação me indicar. Poderia dar-lhe vários exemplos mas como pede apenas um falo-lhe a exemplo da abertura do laboratório de simulação médica da Faculdade de Medicina; na altura estávamos já em plena situação de crise a gerir a faculdade de Medicina, foi-me posto o desafio pela associação de estudantes de desenvolvermos contactos para a criação do laboratório de simulação médica e após uma análise rápida decidi que iriamos fazê-lo e o resultado é o que conseguimos, mesmo sem qualquer financiamento do Estado.

 

Já alguma vez errou? Como é que resolveu?

 

Dizer que não, seria não ser verdadeiro. Eu tenho formação cristã desde o meu berço e continuo a ser praticante de tal forma que sempre que me apercebo de algum erro, procuro corrigi-lo e se envolver outras pessoas tento reconciliar-me com elas.

 

Dê-nos um exemplo de como estabelece objectivos

 

Estabeleço objectivos avaliando e documentando-me sobre a situação a definir e sobre o impacto da mesma, depois estratifico possíveis acções e, finalmente, defino os objectivos em função desses passos prévios.

 

Dê-nos um exemplo de um objectivo que tenha atingido e de como o atingiu

 

Se me permite irei dar dois. O primeiro a abertura do Serviço de Neurologia no Hospital Américo Boavida (que nunca existiu no pós-independência). Foi preciso muita persistência, determinação e também muita paciência porque havia vontades que estavam contra e não se focavam nos benefícios que teria sobre os pacientes e até sobre a formação de médicos. Foram precisos oito anos para o mesmo ser aberto.

O outro exemplo é bastante recente, foi a participação no último debate da TV Zimbo; tinha chegado à Luanda às 17h vindo de Malanje e fiquei retido no engarrafamento das 17 às 19 horas, junto ao Zango zero, tendo andado apenas um metro. Às 19 horas (o debate era as 21h) decidi que não faltaria ao debate em respeito aos colegas e aos angolanos que aguardavam o debate e recrutei um motoqueiro (já não andava de moto há mais de vinte anos) que me levou a alta velocidade tendo chegado a tempo de participar no mesmo.

 

Descreva uma decisão difícil e não popular que teve de tomar e de como a geriu e implementou

 

Enquanto estava na direcção da Faculdade de Medicina, apercebi-me que o futuro da Faculdade estaria em risco porque vários jovens docentes em tempo integral na FMUAN estavam a ser vinculados também integralmente numa clínica privada. Nessa altura conversei com o gestor da clínica sobre o assunto e depois fui conversando individualmente com os envolvidos. Alguns não entenderam o objectivo. Entretanto acautelei que os jovens médicos que se mantivessem na Faculdade teriam o apoio da direcção para realizar os seus sonhos de formação nas áreas de especialidade pretendidas, sem ficarem comprometidamente dependentes dessa clínica. Assim, mesmo com muito esforço institucional devido à crise na altura, consegui enviar e apoiar vários colegas jovens que concluíram com sucesso a sua formação especializada e académica no exterior e ficaram sem a dependência e amarra dessa clínica, uma vez que eram quadros integrais da Faculdade.

 

O que faz, como procede, quando não concorda com alguém no trabalho?

 

Habitualmente esgrimo os meus argumentos com esse elemento justificando a minha posição mas também procuro entender as suas razões. Se percebo que não há concordância respeito a sua opinião.

Dê-nos um exemplo de como conseguiu motivar algum colaborador, ou colega, no seu trabalho.

O exemplo reporta-se a gestão na Faculdade de Medicina. Uma das minhas decisões foi aumentar o número de estudantes admitidos à FMUAN que, na altura que assumi a função, era de 80. Propus aumento para 120 e houve inicialmente várias opiniões contrárias. Motivei os colegas fazendo-os ver com exemplos concretos que este seria um esforço colectivo da Faculdade para um bem comum maior que era contribuir com algum do nosso esforço, para colocar mais médicos ao serviço de país, em si muito carente de médicos.

 Mário Fresta O candidato do consenso • Por uma Ordem forte, coesa, actuante e representativa

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A candidatura de Mário Fresta a Bastonário da Ordem dos Médicos de Angola (ORMED) reúne o consenso da maioria dos médicos do país, de acordo com uma sondagem efectuada pelo Jornal da Saúde de Angola (JS). As principais razões apontadas pelos colegas estão expressas nos depoimentos que recolhemos e agora publicamos nesta edição especial. O seu programa integra cinco eixos, propondo e comprometendo-se com “uma Ordem de todos os médicos, defensora da classe médica, parceira da saúde, sempre presente, interveniente, proactiva e promotora de uma medicina qualificada”, conforme revelou em entrevista ao JS.

O papel que a ORMED deve assumir na sociedade, os principais problemas e desafios que se colocam à classe médica e ao exercício da medicina no país, de que forma a sua proposta de programa de trabalho responde a esses desafios e quais as prioridades do sector da saúde são alguns dos temas abordados.

Filomeno Fortes

Médico

Professor Doutor Mário Fresta

O candidato certo para Bastonário da Ordem dos Médicos de Angola

O Professor Mário Fresta é um cidadão angolano comprometido com o seu país, com a classe médica, com o sistema nacional de saúde e com a saúde das populações.

Tem espírito de liderança, é um académico por excelência, um investigador nato e um profissional humanista imbuído de valores éticos e deontológicos remarcáveis.

 

A personalidade do Professor Mário Fresta permitirá seguramente o resgate dos valores e da idoneidade dos médicos em Angola independentemente da sua nacionalidade, raça, religião ou sexo,  promovendo a sua unidade, a qualidade técnico-científica, a pesquisa médica, o desenvolvimento das carreiras médicas, e concomitantemente a projecção internacional dos valores da medicina em Angola.

 

O Professor Mário Fresta detém uma carreira profissional exímia que lhe permite ter uma visão realista do futuro enquadrada nos objectivos de desenvolvimento do milénio, no Plano Nacional de Desenvolvimento do País em geral e no Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário em particular. Recordamos que os primeiros mestrados em educação médica e o primeiro doutoramento em Ciências Biomédicas em curso em Angola, foram fruto da sua sensibilidade e iniciativa.

 

Nas suas alocuções o Professor Mário Fresta defende uma Ordem Médica efectivamente nacional com oportunidades interventivas e beneficiárias igualitárias para todos os seus associados, independentemente da sua região. A sua clarividência em relação ao importante papel do Sindicato enquanto parceiro indispensável da Ordem é notável e implicitamente constituirá mais um factor de eficácia da sua gestão.

 

Finalmente, a perspicácia, o espírito de oportunidade aliado ao prestígio do Professor Mário Fresta, permitirá certamente à Ordem dos Médicos  o estabelecimento de parcerias institucionais e privadas a nível nacional e internacional, essenciais para o desenvolvimento de uma actividade médica mais profícua e mais socialmente atractiva para a classe médica.

 

Para uma Ordem forte, coesa, actuante e representativa o nosso voto será certamente Mário Fresta.

 

 

Estes são alguns dos depoimentos que a redação recolheu junto à classe médica a propósito das eleições na ORMED e da lista A.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Experiência e saber da equipa tranquilizam a comunidade médica

Vimos que a qualidade do programa do Professor Mário Fresta e do modelo de sua  implementação  refletem o seu profundo conhecimento na condução com sucesso  de pessoas e processos em saúde.

Propõe-nos em sua sinceridade uma Ordem sempre presente, interveniente e proactiva –condimentos de uma boa liderança!

Integram a sua plataforma  colegas cuja experiência e saber tranquilizam a comunidade médica e parceiros da saúde.

Entende que a formação contínua e integral são o melhor caminho para integração de toda classe médica e que constitui um factor crítico de sucesso  ao desempenho do Serviço Nacional de Saúde

Compreende e tem um olhar atento aos anseios da classe médica mais jovem

Luis Varandas

 

 

 

 

 

 

 

 

Perfil ímpar e íntegro

“O Professor Mário Fresta é para mim o candidato que reúne todos os requisitos necessários para Bastonário da Ordem dos Médicos. Tem um perfil ímpar, é íntegro. É o candidato capaz de manter e elevar cada vez mais alto os patamares a que o Professor Carlos Alberto Pinto de Sousa havia proposto, quer a nível nacional, quer a nível internacional”.

Artur Gonçalves

 

 

 

 

 

 

Confiança e idoneidade

“Considero o Professor Mário Fresta o candidatado ideal para a ORMED, porque transmite-me confiança, determinação, idoneidade, união, coesão, firmeza, é agregador, assim como protector da pertença da ORMED no geral”

Maria Futi

 

 

“O Prof. Dr. Mário Fresta reúne sim condições de ser eleito Bastonário da Ordem por conhecer e reconhecer idoneidade, profissionalismo, carácter único (honesto, transparente e ético). Não lhe vou atribuir humildade que também a tem, pois qualquer um pode fingi-lo para alcançar objetivos. O importante é que domina claramente os principais problemas da classe, portanto responderá a seu tempo a cada um.

Bernardeth Esperança Capunge

 

 

 

Candidato ideal

“Sim, o Professor Mário Fresta é o candidato ideal para dirigir a ORMED”

Santos Nicolau

 

 

 

Vasta experiência

“Sim, o Professor Mário Fresta é a pessoa ideal porque tem uma vasta experiência de trabalho, conhece os cantos à casa, de fácil trato e tem idoneidade técnica e científica”

Fernando Kassanga

 

 

 

Excelente

“Estamos de parabéns pelo nosso candidato a bastonário da ORMED. Acompanhámos o debate na TPA com muita atenção. O Professor Mário Fresta saiu-se de forma excelente. Ele é o candidato certo para nossa Ordem. Vamos continuar a trabalhar, vamos votar A”.

Rosa Horta

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