MINISTÉRIO DA SAÚDE

GOVERNO DA REPÚBLICA DE ANGOLA

Rui Moreira de Sá

Director Editorial

direccao@jornaldasaude.org

A melhoria da qualidade da formação médica especializada contribui para um melhor atendimento dos pacientes

 

A recente reunião consultiva para analisar as actuais condições de formação pós-graduada dos médicos e definir uma nova estratégia com vista a garantir a formação de mais médicos especialistas é de suma importância para o sector da saúde no país.

A definição das especialidades prioritárias, dos critérios de ingresso aos internatos médicos complementares, os novos regulamentos e as condições essenciais que devem reunir os hospitais e os serviços para assumirem as responsabilidades que a formação pós-graduada exige, são avanços que constituem uma clara aposta na formação com exigência para que se formem mais especialistas com a qualidade desejada e que vão certamente contribuir para a melhoria da qualidade dos serviços de saúde.

Por esta razão, damos destaque neste número a esta iniciativa do ministério da Saúde que conta com o apoio e empenhamento sério e competente da Ordem dos Médicos de Angola, cujo bastonário sempre se bateu por um ensino especializado da medicina no país e que instituiu os colégios de especialidade, responsáveis, entre outras funções, pela validação e homologação das formações pós-graduadas.

Assinalamos também a celebração do dia mundial da população com um amplo debate sobre o planeamento familiar e o acesso a métodos seguros de contracepção para a saúde e o bem-estar das gerações presentes e futuras.

Finalmente, registamos igualmente com satisfação a apresentação pelo INE dos resultados definitivos do “Inquérito de indicadores múltiplos e de saúde” que confirmou a redução da taxa de mortalidade infantil de 81 mortes por 1.000 nados-vivos em 2001-2005 para 44 mortes por 1.000 nados-vivos em 2011-2015 e a mortalidade infantojuvenil que reduziu de 145 mortes por 1.000 nados-vivos em 2001-2005 para 68 mortes por 1.000 nados-vivos em 2011-2015, entre outros dados  importantes para medir os níveis do desenvolvimento socioeconómico e da qualidade de vida do país que permitirão aos decisores políticos e aos responsáveis técnicos avaliar os programas e políticas de desenvolvimento.

 

 

 

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A directora do INLS, Lúcia Furtado, acompanhada pela médica, Graça Manuel, que integra o Grupo Técnico Nacional para o Controlo das Hepatites Virais

Ministério da Saúde prepara estratégia contra hepatites

 

Um grupo técnico está a finalizar um trabalho com vista à eliminação das hepatites em Angola, onde são mais frequentes as infecções pelo vírus da hepatite A e B.

 

A informação consta de uma nota de imprensa do Ministério da Saúde (MINSA), com referência ao Dia Mundial da Hepatite, que se assinalou em Julho.

Na nota, o MINSA sublinha que foi constituído um grupo técnico nacional, para as hepatites virais, que está a concluir o documento que vai orientar a estratégia de combate à doença, e que estão a realizar investimentos em meios de diagnóstico e tratamento.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que a hepatite pode ser eliminada até 2030, com o empenho de toda a sociedade na sua prevenção e tratamento.

Para que a eliminação da hepatite seja possível em Angola, as autoridades sanitárias têm como estratégia a prevenção da transmissão materno-infantil da hepatite B, a administração generalizada da dose da vacina aos recém-nascidos, a garantia de sangue seguro, assegurar que 90% das pessoas com hepatites B e C sejam testadas e 80% dos pacientes ilegíveis tenham acesso ao respetivo tratamento.

Recentemente, a diretora do Instituto Nacional de Sangue, Antónia Constantino, informou que metade do sangue doado no país, na sua maioria assegurado por familiares dos doentes, não é aproveitado porque está infetado, principalmente por hepatite B.

A nota sublinha que, enquanto o vírus da hepatite A causa quadros de hepatite aguda e tem transmissão pelas secreções orais e fecais, estando diretamente relacionada com as condições de saneamento, o vírus das hepatites B e C preocupam pelo potencial em causar hepatites crónicas.

As hepatites virais podem ser causadas por diferentes tipos de vírus, estando atualmente identificados mais de cinco, sendo os principais o vírus das hepatites A, B, C, D e E.

 

 

 

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Palestra

As hepatites, prevenção e controlo

 

Francisco Cosme dos Santos

 

De acordo com a médica do Instituto Nacional de Luta Contra a Sida (INLS), que integra o Grupo Técnico Nacional para o Controlo das Hepatites Virais, Graça Manuel, as hepatites em Angola têm registado uma tendência preocupante, principalmente do tipo B e C.

A especialista falava na palestra “As hepatites, prevenção e controlo” que o Jornal da Saúde acompanhou no Instituto Médio de Economia de Luanda (IMEL), em Luanda, por ocasião do Dia Mundial da Hepatite, a 28 de Julho, numa promoção do Instituto Nacional de Luta contra a Sida (INLS) em parceria com a instituição académica pública, onde participaram estudantes, professores, profissionais de saúde e técnicos da OMS.

Para o controlo desta situação o Instituto Nacional de Luta Contra a Sida, que é o órgão tutelado pelo MINSA reitor das políticas e estratégias para o controlo destas doenças, criou um grupo técnico para a elaboração de um protocolo para a sua prevenção, diagnóstico e tratamento, conforme noticiamos nesta página.

Graça Manuel advertiu que, para se prevenir a hepatite, é necessário que se vacine as crianças, cumprindo o calendário de vacinação, que se faça o teste durante a gravidez, lavar bem e cozinhar os alimentos crus, cuidar da água de beber, manter a higiene do meio ambiente, usar sempre o preservativo nas relações sexuais ocasionais, ter cuidado com os objectos de higiene pessoal, como as escovas de dentes e lâminas de barbear, e não partilhar objectos cortantes ou perfurantes.

Afirmou que já existem algumas vacinas eficazes contra a hepatite B que as crianças devem tomar apanhar aos 2, 4 e 6 meses de idade, assim como os adultos, e pessoas com comportamentos de riscos, como os profissionais de saúde e outros.

A médica realçou que Angola ainda não dispõe de estatísticas da doença, nomeadamente o número de pessoas que estão infectadas com o vírus da hepatite. Neste momento decorre o levantamento de dados para a elaboração do protocolo de normas de diagnósticos e tratamento, para se saber concretamente quantos pacientes padecem da doença. Assim que estiverem prontos serão divulgados pelo Ministério da Saúde.

Disse também que não são conhecidas no país as zonas de maior risco de contrair hepatites, mas sabe-se que a B é mais fácil ser contaminado com o vírus da hepatite B do que o VIH.

Em Maio de 2016, a OMS apresentou à Assembleia Mundial da Saúde a primeira estratégia mundial para o sector da saúde sobre a hepatite viral cujo objectivo é a eliminação da doença. No mesmo mês e ano, os Estados membros da região africana adoptaram um quadro de acções (2016-2020) para pôr em prática a estratégia mundial.

 

 

 

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Hepatite: o que é e como evitar

 

Sob o lema «Eliminar a Hepatite até 2030»,  a 28 de Julho de 2017,  Angola juntou a sua voz à celebração do Dia Mundial contra a Hepatite, como forma de despertar a atenção da sociedade para a necessidade de uma maior prevenção, diagnóstico e tratamento desta doença.

 

 As Hepatites virais podem ser causadas por diferentes tipos de vírus (actualmente estão identificados mais de cinco), sendo  os principais o vírus da Hepatite A (ou, VHA), o vírus da Hepatite B (VHB), o vírus da Hepatite C (VHC), o vírus da Hepatite D (VHD) e o vírus da Hepatite E (VHE). Em Angola, como na maioria dos países africanos, são mais frequentes as infecções pelo vírus da Hepatite A e B.

 Enquanto o vírus da Hepatite A causa quadros de hepatite aguda e tem transmissão pelas secreções orais e fecais (estando portanto directamente relacionado com as condições de saneamento), o vírus das Hepatites B e C preocupam pelo potencial em causar hepatites crónicas.

 O perigo das hepatites virais crónicas B e C consiste no facto de que certa pessoa poder estar infectada por vários anos, sem apresentar sintomas que a façam procurar tratamento. Contudo, a pessoa infectada, mesmo sem sintomas, vai transmitindo o vírus de que é portadora.

 Além disso, sem conhecer o seu diagnóstico e sem tratamento, o portador de Hepatite B e ou C pode progredir para fibrose hepática (cirrose) ou mesmo cancro primário do fígado. De acordo com a Organização Mundial da Saúde,  o VHB e o VHC ocasionam 96% das mortes que ocorrem no mundo devido às hepatites virais.

 As formas de transmissão das hepatites virais B e C, apesar de não serem idênticas, são semelhantes. A transmissão dos referidos vírus pode ocorrer através do sangue contaminado (transfusão sanguínea, instrumentos perfuro-cortantes) ou relações sexuais desprotegidas.

 

 Hepatites virais

As hepatites virais constituem um grave problema de saúde de nível mundial. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS),  aproximadamente 325 milhões de pessoas estão infectadas pelo vírus da hepatite B ou C em todo o mundo, dentre as quais 70 milhões vivem em África. As estatísticas publicadas pela OMS indicam ainda que até finais de 2015, apenas 9% das pessoas infectadas pela hepatite B e 20% das pessoas infectadas pelo hepatite C tinham sido testadas e diagnosticadas. Do total de pessoas diagnosticadas com a hepatite B a nível mundial, 8% (ou seja, 1,7 milhão de pessoas) estavam em tratamento, enquanto 7% das que tiveram um diagnóstico positivo para a hepatite C (isto é, 1,1 milhão de pessoas), havia iniciado o  tratamento em 2015.

 Para evitar a transmissão da Hepatite A,  o Ministério da Saúde orienta a lavagem regular das mãos, a  higiene e salubridade dos alimentos, que devem ser cuidadosamente lavados quando comidos crús ou bem cozidos, o saneamento e o acesso à água potável.

 Para a prevenção das hepatites virais B e C, deve-se utilizar os instrumentos cortantes (agulhas, seringas, alicates de unha, etc.) descartáveis ou somente depois de esterilizados, utilizar somente sangue testado e usar preservativos nas relações sexuais.  Para a Hepatite B, existe uma vacina que está disponível no calendário nacional e que deve ser administrada logo à nascença e, posteriormente, aos dois, quatro e seis meses de idade, para uma protecção mais eficaz.

 De realçar que principalmente a Hepatite B pode ser transmitida de mãe para filho, e para que se possa evitar isso, é preciso diagnosticar a mãe durante a gestação.

 

Eliminação até 2030

Tal como considera a Organização Mundial da Saúde (OMS), a hepatite pode ser eliminada até 2030 caso haja o necessário empenho de toda a sociedade na sua prevenção e tratamento.  Para que a eliminação da hepatite possa ser possível em Angola, impõe-se como desafio a prevenção da transmissão materno-infantil da hepatite B, a administração generalizada da dose da vacina aos recém-nascidos, a garantia de sangue seguro e assegurar que 90% das pessoas com com hepatites Be C devem ser testadas e 80% dos pacientes elegíveis devem ter acesso ao respectivo tratamento.

Para cumprir com este objectivo, Angola constituiu um Grupo Técnico Nacional para as Hepatites  Virais e está a finalizar um documento orientador para uso nacional, assim como a investir em meios de diagnóstico e tratamento.

 

 

 

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O vírus da hepatite B é 50 a 100 vezes mais infeccioso do que o VIH

 

A hepatite B, provocada pelo Vírus da Hepatite B (VHB), descoberto em 1965, é a mais perigosa das hepatites e uma das doenças mais frequentes do mundo. Estima-se que existam 350 milhões de portadores crónicos do vírus. Estes portadores podem desenvolver doenças hepáticas graves, como a cirrose e o cancro no  fígado, patologias responsáveis pela morte de um milhão de pessoas

por ano em todo o planeta. Contudo, a prevenção contra este vírus está agora ao nosso alcance através da vacina da hepatite B que tem uma eficácia de 95 por cento. O vírus transmite-se através do contacto com o sangue e fluidos corporais de uma pessoa infectada, da mesma forma que o vírus da imunodeficiência humana (VIH), que provoca a Sida.

Só que o vírus da hepatite B é 50 a 100 vezes mais infeccioso do que o VIH.

 

 

 

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Como prevenir

 

Hepatite A

Lavagem regular das mãos, higiene e salubridade dos alimentos. Estes devem ser cuidadosamente lavados quando comidos crús, ou então bem cozidos. Saneamento e acesso à água potável.

 

Hepatites virais B e C

Utilizar os instrumentos cortantes (agulhas, seringas, alicates de unha, etc.) descartáveis ou somente depois de esterilizados. Utilizar somente sangue testado. Usar preservativos nas relações sexuais.

Para a Hepatite B existe uma vacina que está disponível no calendário nacional e que deve ser administrada logo à nascença e, posteriormente, aos dois, quatro e seis meses de idade, para uma protecção mais eficaz.

 

 

 

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O ministro da Saúde, Luís Sambo, no uso da palavra;

Jorge Dupret e Carlos Pinto de Sousa entregam diplomas aos novos especialistas

Formação de médicos especialistas vai ser acelerada

 

Francisco Cosme dos Santos

 

“Acelerar a formação das especialidades médicas, de acordo com as necessidades e o potencial humano e tecnológico existente no país” é, segundo o ministro da Saúde, Luís Gomes Sambo, uma necessidade consensual entre os participantes da reunião consultiva sobre os internatos médicos que decorreu em Julho, em Luanda. Os técnicos consideraram também que maior atenção deve ser dedicada a saúde pública e clínica geral, independentemente das outras especialidades.

 

O ministro Gomes Sambo sublinhou ainda que os municípios são a base do sistema de saúde, onde deveriam ser resolvidos cerca de 60% dos problemas de saúde da população. Por isso “a abordagem aos cuidados primários, as intervenções essenciais de medicina preventiva e a promoção da saúde são e devem continuar a ser prioridades absolutas a nível de todos os municípios”.

Disse ainda que na reunião analisou-se a situação actual dos internatos a nível do país, tendo sido sugeridas as especialidades prioritárias no âmbito do contexto demográfico e epidemiológico. Definiram-se os critérios de ingresso aos internatos médicos complementares e abordaram-se as condições essenciais que devem reunir os hospitais e os serviços para assumirem as grandes responsabilidades que a formação pós-graduada exige.

O titular da pasta da saúde assegurou que o ministério assume em conjunto o compromisso das acções assistenciais académicas e de investigação, a favor da qualidade dos médicos especialistas formados no país, de acordo com os padrões universalmente estabelecidos, porque reconhece a necessidades de se formarem mais médicos para exercerem em Angola, no quadro dos investimentos públicos em prol da saúde.

 

Entrega de diplomas

Na ocasião, efectuou-se a entrega simbólica de diplomas a quatro dezenas de médicos, num total de 52, que concluíram, em 2016, as especializações de cirurgia geral, medicina interna, ginecologia obstetrícia, cirurgia pediatra, anestesia e reanimação, infecciologia e psiquiatria, provenientes das unidades hospitalares das províncias de Luanda, Benguela e Huambo.

A formação especializada do médico tem como objectivo  habilitar o profissional para o exercício autónomo e tecnicamente diferenciado na respectiva área do saber.

A cerimónia de encerramento foi efectuada pelo ministro da Saúde, Luís Gomes Sambo, acompanhado do presidente do conselho de especialização de pós-graduação, Jorge Dupret, entre outros convidados.

O titular da pasta da saúde garantiu que os médicos especialistas formados estão prontos para contribuir para o sistema nacional de saúde e resolver os problemas de saúde complexos nas suas respectivas áreas de intervenção.

Encorajou-os a aceitarem, com serenidade e inteligência, os desafios que irão enfrentar pois “estão prontos e bem preparados para assumirem este grande compromisso com sucesso”.

 

O papel da Ordem dos Médicos

O bastonário da Ordem dos Médicos de Angola, Carlos Alberto Pinto de Sousa, louvou a iniciativa do Ministério da Saúde e salientou que se introduziram melhorias e elaboraram novos regulamentos que irão favorecer os cursos de pós-graduação médica em Angola, no sentido de caminharem para a melhoria da qualidade dos serviços de saúde que têm evoluído positivamente nos últimos anos. Lembrou que no período pós-independência formavam-se no país, anualmente, entre 80 a 100 médicos, e, actualmente, são cerca de 590.

Carlos Pinto de Sousa afirmou que, hoje, a Ordem já conta com 5 400 médicos inscritos, em diversas especialidades, “mas há que continuar a fazer-se uma grande aposta na formação com forte exigência para que se formem mais especialistas com a qualidade desejada e que sejam reconhecidos internacionalmente”.

Disse também que a Ordem, enquanto parceira do Ministério da Saúde, está comprometida com o ensino pós-graduado e a especialização, motivo pelo qual a instituição que dirige participou em todos os trabalhos que culminaram com a realização da reunião consultiva mais abrangente, “com vista a melhorar a saúde junto das populações e criar nova legislação, face a demanda demográfica e do quadro epidemiológico do país”, afirmou.

Alegou ainda que se pretende melhorar a qualidade da especialização médica que potencialize a formação interna nos hospitais e permita aumentar a capacidade assistencial dos serviços para que o resultado seja uma considerável melhoria na assistência às populações.

Para o bastonário a qualidade dos médicos no país é satisfatória, “mas tem que se primar na formação contínua porque o curso não termina com a licenciatura, nem com internato médico. É necessário que o médico continue a estudar porque a medicina é evolutiva e dinâmica, dia após dia surgem novas abordagens técnicas e o médico deve estar actualizado para poder prestar um serviço com qualidade”.

 

 

 

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A palavra aos nossos novos especialistas

 

“Sempre fui muito curioso”

 

Domingos Manuel Jacinto

Cirurgião geral

Hospital Josina Machel

 

Fiz a especialidade de cirurgia geral no hospital Josina Machel.

Escolhi esta especialidade porque, durante todo meu período estudantil, sempre fui muito curioso, queria sempre conhecer as coisas por dentro, e também pelo défice que se regista com a falta de profissionais nesta especialidade.

A importância desta especialidade para Angola, como em qualquer país, é a de resolver qualquer problema de saúde que ultrapassa os aspectos clínicos, sendo uma das áreas inseparáveis da medicina interna.

 

O que é a cirurgia geral

A cirurgia geral é a especialidade base de toda a cirurgia, da qual derivaram as diversas especialidades cirúrgicas. É a especialidade que se dedica ao tratamento cirúrgico de doenças de vários órgãos e sistemas, como por exemplo as doenças oncológicas do aparelho digestivo, endocrinológicas, metabólicas ou da obesidade e defeitos anatómicos como as hérnias, utilizando técnicas de abordagem clássicas, ou minimamente invasivas, como a laparoscopia.

A cirurgia geral mantém-se hoje como uma especialidade nuclear em qualquer hospital e distingue-se pelo seu vasto campo de intervenção, sobretudo na área da medicina curativa, mas também nas áreas da medicina de emergência e do trauma.

 Esta especialidade trata ou colabora no tratamento das doenças benignas e malignas de vários órgãos, aparelhos e sistemas, nomeadamente as doenças do aparelho digestivo, da mama, das glândulas endócrinas, da pele e dos tecidos moles, do metabolismo, as resultantes de defeitos anatómicos ou funcionais e as resultantes de acidentes e outros traumatismos.

 A evolução tecnológica dos últimos vinte anos trouxe grandes novidades no campo das técnicas cirúrgicas. Os cirurgiões gerais souberam acompanhar e promover esta inovação e utilizam hoje, para além das técnicas de abordagem cirúrgica clássica, técnicas modernas, minimamente invasivas.

 

“Quando era pequena, gostava de brincar como médica e enfermeira”

 

Angélica   Calandula

Internista

Hospital Militar Principal

 

Fiz a minha especialidade no hospital Militar Principal.

Escolhi esta especialidade por gosto. Quando era pequena, brincava fingindo ser médica e enfermeira. Assim que ingressei no IMS, actual Escola de Formação de Técnicos de Saúde de Luanda, fiz a licenciatura em medicina.

A medicina interna é de extrema importância porque analisa e aborda todos os órgãos do paciente sem os particularizar para que se restabeleça a saúde do mesmo. A medicina interna aborda o doente no seu todo, mas, pode-se recorrer ao auxílio de uma outra especialidade quando for necessário, para se assistir qualquer paciente. Por exemplo, para a substituição de um rim, deve-se, obrigatoriamente, chamar um nefrologista.

 

O que é a medicina interna

A medicina interna centra a sua abordagem na avaliação e compreensão do doente como um todo, estudando as interações entre os vários órgãos e sistemas. É uma especialidade predominantemente hospitalar, abrangendo a patologia do adolescente e do adulto.

 Dado englobar as patologias dos vários órgãos e sistemas, a medicina interna constitui o pilar clínico de qualquer unidade hospitalar, uma vez que tem a capacidade de "gerir" o doente internado, e de se articular com as outras especialidades.

 Esta "gestão" clínica é exercida pelo Internista, em qualquer área do hospital: serviço de urgência, internamento, cuidados intensivos e consulta externa.

 Dada a sua formação abrangente, os especialistas de medicina interna dedicam-se, não só à prevenção, mas também ao diagnóstico e tratamento de situações não cirúrgicas, bem como situações críticas onde a falha de vários órgãos domina. Estes últimos são os doentes de cuidados intensivos onde os internistas com subespecialidade de medicina intensiva exercem a sua atividade.

 Em paralelo com as situações emergentes, a medicina interna estende a sua atividade aos cuidados paliativos em doentes com doença crónica.

 

 

Paixão em devolver o sorriso às crianças e famílias

 

Pedro Paxi

Cirurgião Pediatra

Hospital Neves Bendinha

 

Fiz a especialidade de cirurgia pediátrica no hospital Pediátrico de Luanda David Benardino.

A cirurgia pediátrica trata da correcção de más formações congénitas que surgem em crianças à nascença.

Escolhi esta especialidade, em primeiro lugar, por paixão. Em segundo, por carência de médicos nesta área, e em terceiro por ser nova e por ver frequentemente muitas crianças a serem observadas por cirurgiões gerais que não são especialistas e não conhecem as patologias congénitas.

A cirurgia pediátrica para Angola tem bastante importância porque contribui para evitar muitas mortes prematuras. Devolve o sorriso às crianças e às suas famílias, em momentos difíceis, que poderiam ser trágicos…

 

O que é a cirurgia pediátrica

A cirurgia pediátrica dedica-se ao tratamento cirúrgico de doenças, lesões ou deformidades de várias partes do corpo na criança. Engloba a maior parte das doenças cirúrgicas da criança nas várias fases do seu desenvolvimento, desde o recém-nascido até ao adolescente.

Os especialistas abordam áreas como a cirurgia de correção das malformações congénitas do recém-nascido, a criança e adolescente vítima de trauma e outras situações, como tumores benignos ou malignos, complicações infeciosas ou complicações resultantes de mau funcionamento de um órgão ou conjunto de órgãos.

 

 

 

 

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Rotavírus e gastroenterite em crianças em África

Alta prevalência em Angola, antes da introdução da vacina

 

Cláudia Istrate1; J. Piedade1;

J. Nordgren2; C. Gasparinho3;

F. Fortes4; E. Neves5; M. Brito6;

A. Esteves1

 

A infeção por rotavírus (RV) é considerada a causa principal de diarreia moderada a grave em crianças menores de 5 anos em países em desenvolvimento.

 

De Agosto/2011 a Novembro/2012, foram colhidas 464 amostras fecais de crianças menores de 5 anos, com gastroenterite aguda (GEA), atendidas em hospitais e centros de saúde da ilha de São Tomé (ST). O mesmo tipo de amostras foi colhido, durante 2012/2013, em emergências pediátricas em 4 províncias de Angola (Huambo, Luanda, Zaire e Cabinda) (n=334).

Num estudo transversal autónomo, foram ainda colhidas 342 amostras no Hospital Geral do Bengo, Caxito, Angola, entre Setembro/2012 e Dezembro/2013. As amostras positivas para RV (RV+) por ensaio imunocromatográfico rápido foram tipificadas para G e P por PCR multiplex hemi-nested.

Os genes VP4 e VP7 de um subconjunto de amostras foram sequenciados para análise filogenética. A taxa de deteção de RV foi de 30% (203/676) e 37% (172/464) nas amostras de Angola e ST, respetivamente.

Em Angola, G1 foi o tipo G mais comum (84%), enquanto P [8] (50%) e P [6] (36%) foram os tipos P mais frequentes. A combinação G1P [8] foi identificada em 49% das amostras RV+, enquanto G1P [6] representou 29% e G2P [4] 8%. Outros genótipos, como G8P [6], G12P [6] e G9P [6], foram identificados, mas com frequências muito baixas (1-4%). Em ST, os genótipos G8P [6] e G2P [4] foram identificados em 38% e 44% das amostras RV+. Porém, G8P [6], detetado em 71% das amostras em 2011, constituindo assim a estirpe dominante nos primeiros 5 meses de estudo, foi maioritariamente substituído, em 2012, por G2P [4], cuja prevalência superou 93%. De nota que o genótipo G1P [8], dominante à escala global, teve aqui uma representatividade marginal (4%).

Estes estudos, realizados em Angola e São Tomé, antes da introdução da vacina no programa nacional de vacinação, revelaram uma alta prevalência de infeção por RV, bem como a circulação de uma grande diversidade de genótipos virais.

 

Instituições 1GHTM, Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Universidade NOVA de Lisboa, Portugal; 2 Div. of Molecular Virology, Dep. of Clinical and Experimental Medicine, Linköping University, Suécia; 3 Centro de Investigação em Saúde de Angola; 4 Direção Nacional de Saúde Pública, Angola; 5 Instituto Marquês de Valle Flôr e Ministério da Saúde, São Tomé e Príncipe; 6 Centro de Investigação em Saúde de Angola, Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Portugal

 

 

 

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Água e saneamento: implicações socioculturais e de saúde pública

 

José Manuel Pereira Vieira

Professor Catedrático da Universidade do Minho Presidente da FEANI – Federação Europeia das Associações Nacionais de Engenharia

 

A estreita relação da saúde e bem-estar das comunidades com o acesso a água segura para consumo humano e com eficazes sistemas de saneamento constitui um factor determinante para o desenvolvimento económico e social da sociedade.

 

Durante muito tempo não se reconheceu que muitas das epidemias registadas ao longo da história da humanidade (a primeira epidemia registada no Egipto remonta a 3180 AC) eram causadas pela água. O conhecimento, empiricamente pressentido ou cientificamente comprovado, da íntima conexão de água afectada por contaminação fecal com a transmissão de doenças, tem induzido a uma constante procura de tecnologias para o abastecimento de água segura para o seu consumo.

Os grandes desenvolvimentos científicos registados nos séculos XIX e XX, principalmente os relacionados com avanços na medicina e nas ciências microbiológicas, que identificaram e isolaram microrganismos patogénicos, as suas rotas de transmissão e os efeitos na saúde humana, foram determinantes para as inovações tecnológicas e as alterações radicais no enfrentamento do flagelo das epidemias de origem e veiculação hídrica.

Com a introdução da desinfecção em sistemas públicos de abastecimento da água destinada ao consumo humano, no final do século XIX, reduziu-se consideravelmente a propagação da cólera e da febre tifóide, abrindo-se caminho para o desenvolvimento de tecnologias de tratamento de água e para a adopção de políticas sanitárias e sociais que constituíram avanços civilizacionais formidáveis.

 

Esgotos sem tratamento

No entanto, apesar destas inovações, as epidemias de doenças transmitidas pela água continuam na actualidade, em parte porque, em contraste com o abastecimento de água, pouca atenção tem sido dada a garantir adequados sistemas de drenagem e tratamento de esgotos, os quais estão directamente relacionadas com a saúde pública como fonte de contaminação.

Esta é a razão por que, aprendendo com o passado, devemos aproveitar os novos avanços científicos na descoberta de microrganismos patogénicos e na caracterização de emergentes e re-emergentes doenças veiculadas pela água.

O reconhecimento, em 2010, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, da água potável segura e o saneamento adequado como um direito humano essencial para gozar plenamente a vida e todos os outros direitos humanos, constituiu um acto político de elevado significado estratégico, contribuindo, decisivamente, para um novo impulso a nível mundial para garantir o acesso universal a estes serviços fundamentais. Este acontecimento, aliado ao compromisso político estabelecido nos “ODM - Objectivos de Desenvolvimento do Milénio” determinou, por parte de governos e instituições internacionais, investimentos assinaláveis na construção e manutenção de sistemas infra-estruturais de abastecimento de água e saneamento.

Ao concluir-se, em 2015, o prazo estabelecido para os ODM, pode fazer-se um balanço geral muito positivo sobre os avanços civilizacionais conseguidos no combate à pobreza e na melhoria da saúde e bem-estar das populações. No entanto, apesar dos enormes progressos havidos, continuam a registar-se grandes assimetrias tanto regionais como nacionais que se materializam nos números impressionantes de 663 milhões de pessoas sem acesso a água potável segura e de 2,4 mil milhões de pessoas sem acesso a sistemas de saneamento adequado, com todas as suas implicações negativas em termos sociais, económicos e de saúde pública.

 

 

 

 

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 Combate à tuberculose e VIH em África – o que sabemos e o que não sabemos

 

Miguel Viveiros

mviveiros@ihmt.unl.pt

Unidade de Microbiologia Médica, Global Health and Tropical Medicine, Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Universidade Nova de Lisboa (IHMT/UNL)

 

Sabemos que, em todo o mundo, e em particular em Africa, a epidemia e pandemia de tuberculose caracterizada por uma intima associação à coinfecção pelo VIH, e é hoje complementada pelo alarmante aparecimento e disseminação de estirpes de M. tuberculosis multi-resistentes (MDR-TB), resistentes aos dois antibacilares mais poderosos, a isoniazida e a rifampicina.

 

Sendo limitadas as opções terapêuticas nestes casos e especialmente em casos de tuberculose extensivamente resistente (XDR-TB), onde o bacilo é também resistente aos anti bacilares de segunda linha, quinolonas e aminoglicosídeos, existe hoje uma urgente necessidade de interromper este ciclo vicioso de aquisição de resistências ao pequeno arsenal terapêutico disponível para combater a tuberculose.

Os programas nacionais de luta contra a tuberculose, os programas de distribuição e toma direta observada dos medicamentos anti tuberculose e o laboratório de micobacteriologia desempenham hoje um papel primordial no controlo e prevenção da tuberculose e em particular das suas variantes resistentes à terapêutica, sobretudo em países com elevada prevalência de VIH, como os países africanos.

 

Conhecer a dinâmica epidemiológica

Mas, para tal, é necessário conhecer a dinâmica epidemiológica das estirpes infetantes e o seu perfil de resistências.

Dado que, em Africa, a maioria dos doentes com tuberculose procura o serviço de saúde quando a infeção é aguda e sintomática, muitas vezes bacilífera, é necessário obter em tempo útil a maioria dos exames complementares de diagnóstico necessários à confirmação da suspeita clínica, com base nos quais se instituirá a terapia antibiótica convencionada por diferentes organizações médicas internacionais sob a coordenação dos programas nacionais de controlo e sobretudo saber se se trata de um caso de MDR ou XDRTB.

 

Programas de controle de tuberculose e VIH

Aqui urge saber, conhecer e combinar a informação dos programas de controlo de tuberculose e VIH e de um apoio laboratorial eficaz e eficiente. Só através de uma interligação plena entre os programas de controlo, dos dados laboratoriais e epidemiológicos com uma acção clínica eficaz e um programa de toma direta observada eficiente, pode-se evitar o desenvolvimento de novas resistências e a transmissão de estirpes ainda mais resistentes motivada por opções terapêuticas inadequadas. A capacidade técnica para determinar com precisão a resistência de cada estirpe de M.tuberculosis é essencial. Só assim se poderá escolher o esquema terapêutico efetivo na eliminação da doença e prevenir a transmissão de bacilos resistentes e assim controlar a propagação desta doença que nos acompanha desde as origens da civilização humana e que agora adquire novas formas mais difíceis de controlar e que é hoje um dos pilares de intervenção do Programa END-TB (2015-2035) da OMS.

 

 

 

 

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1º Encontro Lusófono de Sida, Tuberculose e Doenças Oportunistas

 

Decorreu recentemente no Instituto de Higiene e Medicina Tropical, em Lisboa, o 1º Encontro Lusófono de Sida, Tuberculose e doenças oportunistas, em simultâneo com o 4º Congresso de Medicina Tropical.

O Jornal da Saúde de Angola acompanhou o evento e reproduz, a seguir, alguns resumos de comunicações que, pela sua actualidade e pertinência, interessam certamente aos nossos profissionais de saúde que não puderam participar.

 

 

 

 

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As parasitoses intestinais oportunistas em Moçambique

 

Autor Augusto José Nhabomba

Centro de Investigação em Saúde de Manhiça, Moçambique

 

n As parasitoses intestinais oportunistas contribuem para a morbidade e mortalidade significativas dos indivíduos imunocomprometidos. No geral, as infeções oportunistas são causadas por organismos originalmente reconhecidos como patogénicos apenas quando a resistência do hospedeiro é enfraquecida por diferentes factores ambientais e naturais, podendo não causar alterações patológicas graves em indivíduos imunocompetentes.

 

O fardo das infeções oportunistas está associado às duas principais causas de depressão imunológica: desnutrição e HIV / AIDS. No entanto, a epidemiologia e os resultados da infeção oportunista têm sido muito afetados pelas infeções VIH / SIDA.

Após mais de 30 anos da epidemia do vírus da imunodeficiência humana (HIV), os parasitas têm sido uma das infeções oportunistas mais comuns e uma das causas mais frequentes de morbidade e mortalidade associadas aos pacientes infetados pelo HIV.

Em Moçambique, estima-se que as taxas de co-infeções por HIV e de parasitose oportunista intestinal sejam elevadas. No entanto, existem poucos relatos sobre a associação de parasitose oportunista intestinal em indivíduos infetados pelo HIV com imunossupressão. As principais parasitoses intestinais oportunistas relatadas em Moçambique são limitadas em termos globais por fraca capacidade de diagnóstico, mas incluem: Cryptosporidium parvum, Isospora belli, Entamoeba histolytica, Giardia lamblia, Toxoplasma gondii. Strongyloide stercoralis é o principal parasita helminta oportunista que causa envolvimento sistémico relatado em pacientes infetados pelo HIV.

 Clinicamente estas infeções parasitárias oportunistas intestinais apresentam como diarreia aguda e crónica, como sua característica principal. Sendo diarreia, o principal marcador de infeções intestinais parasitárias oportunistas em imunocomprometidos, é relatado que ocorrem na maioria de pacientes HIV/AIDS em Moçambique. A prevalência de infeção por parasitas oportunistas intestinais e diarreia é significativamente maior entre indivíduos HIV positivos com contagens de CD4 + inferiores a 200 células /uL. A redução das infeções não está associada ao tratamento antirretroviral para o VIH / SIDA, mas sim com o aumento do estado imunológico do doente.

 

 

 

 

 

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CONFERÊNCIA

Bullying – Agressividade em contexto escolar

 

A prática do bullying provoca um grande mal-estar nas crianças, acarretando consequências nefastas durante a juventude, visto que origina transtornos de personalidade com impacto ao nível da projecção social que se manifestam na forma de comunicar e de lidar com as pessoas, inclusive a tentativa de suicídio iminente em determinadas situações.

Acresce que, com a globalização, tem surgido cada vez mais o bullying cibernético nas redes sociais, manifestado através de fotografias, injúrias e outros comentários.

Com vista à sua análise e debate – por profissionais de saúde, técnicos e professores – a Direcção Nacional de Saúde Pública / Ministério da Saúde perspectiva a realização, em Outubro, de uma conferência de elevada importância a actualidade sobre o bullying no contexto escolar. A oradora principal é a professora Luísa Carrilho, doutorada em  psicologia   pela  Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação  da Universidade do Porto, mestre em Psicopatologia e  Psicologia  Clínica  pelo  Instituto  Superior  de  Psicologia Aplicada de Lisboa,  especialista   pela  Ordem   dos  Psicólogos   Portugueses   em  psicologia   da  educação, psicologia  clínica e da saúde, psicoterapia  e psicologia  da Justiça.

 

DESTINATÁRIOS

-Clínicos gerais

-Encarregados de educação

-Enfermeiros

-Farmacêuticos

-Jornalistas

-Pais

-Professores

-Psicólogos

-Psiquiatras

-Responsáveis públicos

-Técnicos

 

Inscrições através do e-mail: massoxidnsp@gmail.com

Massoxi Vigário

DNSP / Programa Nacional

de Saúde Mental e Abuso

de Substâncias

 

 

 

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IHMT-UNL com candidaturas abertas para mestrados e doutoramentos

 

Encontram-se abertas as candidaturas aos mestrados e doutoramentos do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa (IHMT-UNL). O IHMT-UNL oferece programas de mestrado e de doutoramento com especificidades únicas em Portugal e no espaço lusófono e aposta fortemente na oferta de formação não presencial.

O Instituto é reconhecido, a nível internacional, pela sua história mas também pela qualidade científica do ensino pós-graduado, investigação e contributo na cooperação para o desenvolvimento da saúde nos PALOP e Timor-Leste.

Fique a conhecer a oferta formativa do IHMT-UNL:

MESTRADO EM CIÊNCIAS BIOMÉDICAS

Principais benefícios:

+ Permite desenvolver competências na área da prevenção e diagnóstico de doenças globais com o auxílio de novas abordagens biomédicas;

+ Contribui para uma visão integrada da ligação funcional entre o laboratório de diagnóstico microbiológico, a prática clínica e decisão terapêutica.

 

MESTRADO EM SAÚDE PÚBLICA E DESENVOLVIMENTO

Principais benefícios:

+ Capacita para a gestão eficiente de instituições e de projetos em saúde;

+ Habilita à implementação de soluções adequadas que visam medir, vigiar e avaliar o estado de saúde das populações.

 

MESTRADO EM PARASITOLOGIA MÉDICA

Principais benefícios:

+ Capacita para o desenvolvimento de investigação fundamental e translacional nas áreas da genética, imunologia e coevolução dos agentes etiológicos e vetores das doenças parasitárias e arbovíricas;

+ Permite integrar redes de investigação nacionais ou internacionais, agências governamentais, ONG e indústria.

 

MESTRADO EM ESTATÍSTICA PARA A SAÚDE

Principais benefícios:

+ Permite adquirir competências práticas necessárias para aplicar os métodos estatísticos mais comumente utilizados na área das ciências da saúde;

+ Concede a oportunidade de estudar num ambiente de investigação muito rico e variado, onde os diversos tipos de estudos e análises de dados vão poder ser utilizados para melhorar a saúde e a qualidade dos cuidados de saúde das populações.

Em regime de eLearning

 

MESTRADO EM SAÚDE TROPICAL

Principais benefícios:

+ Permite o conhecimento teórico e prático das patologias e grandes questões da Saúde e Medicina Tropicais;

+ Permite a aprendizagem de métodos de investigação epidemiológicos e laboratoriais.

 

DOUTORAMENTO EM CIÊNCIAS BIOMÉDICAS

Principais benefícios:

+ Capacita para a formulação, implementação e análise crítica de projetos de investigação a nível internacional;

+ Possibilita a especialização e o desenvolvimento de competências de investigação nas áreas de Parasitologia e Microbiologia.

 

DOUTORAMENTO EM GENÉTICA HUMANA E DOENÇAS INFECIOSAS

Principais benefícios:

+ Permite a consolidação de competências nas componentes de Genética, Biologia Molecular e Celular e Doenças Infeciosas;

+ Possibilita desenvolver trabalho ou investigação na área emergente da Medicina Personalizada.

Em colaboração com NOVA Medical School/Faculdade de Ciências Médicas

 

DOUTORAMENTO

EM DOENÇAS TROPICAIS E SAÚDE GLOBAL

Principais benefícios:

+ Consolida as competências nas diferentes componentes das Doenças Tropicais e Saúde Global, com padrões internacionais de qualidade;

+ Possibilita a mobilidade e o trabalho em rede.

Em colaboração com Fundação Oswaldo Cruz, no Brasil.

 

DOUTORAMENTO

EM SAÚDE

INTERNACIONAL

Principais benefícios:

+ Oportunidade para trabalhar com organizações internacionais e de saúde pública;

+ Fornece capacidades de investigação autónoma na área da saúde internacional.

 

Para mais informações:

www.ihmt.unl.pt

secensino@ihmt.unl.pt

+351 213 652 600

 

 

 

 

 

 

 

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Nestlé promove palestra

Alimentação infantil em debate

 

Francisco Cosme dos Santos

 

A Nestlé Angola promoveu, em Julho, em Luanda, uma palestra sobre o papel da proteína na promoção da saúde a longo prazo, ocasião em que também lançou uma nova receita de fórmulas infantis, o Optipro.

 

 

A palestrante do hospital do Kilamba Kiaxi, Silvina Manuel, sublinhou a importância das proteínas dado constituir um nutriente essencial para o corpo humano responsável pelo crescimento, manutenção e reparação dos órgãos, tecidos e células do organismo. Explicou que as proteínas são constituídas por unidades mais pequenas denominadas aminoácidos. Estes podem ser aminoácidos não essenciais, quando o nosso organismo é capaz de produzi-los, ou aminoácidos essenciais que têm que ser fornecidos pela alimentação já que o nosso organismo não os sintetiza. Para que a criança evolua para um adulto saudável necessita de ingerir diariamente uma dose equilibrada de proteínas, de origem vegetal e animal.

Afirmou que a proteína ideal é a proveniente do leite materno – o alimento exclusivo da criança nos primeiros seis meses de vida, sem a introdução de outros alimentos, inclusive a água. Após os o 6º mês pode dar-se gradualmente alimentos que contém proteínas como ovo e outros que são consumidos pela família.

A ingestão excessiva de proteína na idade pré-escolar (4 anos) está associada a maior índice de massa corporal aos 7 anos de idade. Nos rapazes, uma maior ingestão proteica associa-se ainda a maior adiposidade (gordura corporal) e a níveis superiores de insulina.

Assegurou que não é aconselhável dar leite de vaca a crianças menores de um ano, porque contém elementos prejudiciais ao crescimento e faz com que ganhe peso excessivo em pouco tempo, enquanto que o leite materno possibilita que a criança duplique o seu peso, a partir do 5º mês de vida.

O evento contou com a presença de mais de 170 participantes, entre os quais técnicos de pediatria, puericultura, consultas pré-natal, farmacêuticos e representantes de várias unidades de saúde da capital.

 

Simpósio sobre amamentação

Em Agosto, o Instituto Nestlé Nutrição para África organiza, em Luanda, um simpósio científico sobre amamentação para cerca de 200 profissionais de saúde, sob o lema “Aleitamento materno: juntos para o bem comum”.  De acordo com comunicado recebido da organização “a discussão pretende ampliar a conscientização, defenderá o sucesso da amamentação e pretende melhorar a taxa de amamentação do país”. A “nutrição materna e infantil durante os primeiros 1000 dias, da gravidez até à idade de dois anos, será outro tópico a discutir, com as informações mais recentes sobre vários aspectos da nutrição precoce, resultados de saúde e probióticos no leite humano como factor chave para proteção dos bebés contra infecções e alergias”.

O encontro está a ser organizado em colaboração com a neonatalogista, Elisa Gaspar, a nutricionista Evalina Candumba e a pediatra, Liliana Aragão.

 

 

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Florbela Fernandes  Cerca de 214 milhões de mulheres em países em desenvolvimento carecem de métodos de planeamento familiar seguros e eficazes. A resolução deste problema salvaria muitas vidas, evitaria 66 milhões de gravidezes não planeadas e reduziria cerca de 303 mil mortes maternas anuais

Dia Mundial da População alerta

para acesso a métodos seguros de contraceptivos

 

Francisco Cosme dos Santos

 

“A promoção do planeamento familiar e a garantia do acesso a métodos contraceptivos modernos é essencial para que se assegure o bem-estar e a autonomia das famílias e o impacto da redução da pobreza”.  A afirmação é do ministro da Saúde, Luís Gomes Sambo, no Dia Mundial da População celebrado este mês de Julho, em Luanda.

 

Luís Sambo disse também que o planeamento familiar possibilita às pessoas fazerem escolhas informadas sobre a saúde sexual e reprodutiva, e possibilita às mulheres adquirirem conhecimentos para se protegerem melhor contra as doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o VIH/SIDA. “O acesso ao planeamento familiar seguro e voluntário contribui para o bem-estar das mulheres e permite-lhes evitar as gravidezes indesejadas, abortos inseguros e ajuda a reduzir os riscos de saúde”, garantiu.

Referiu ainda que o tema deste ano tem um particular significado para o Ministério da Saúde porque foca-se numa temática de grande importância que é a redução da mortalidade materna.

Para o ministro da Saúde, a efeméride permitiu que houvesse um grande espaço de debate que possibilitou reter alguns factos relevantes que devem ser levados em consideração pelo Executivo, e pelo Ministério da Saúde em particular, para se melhorar o acesso do planeamento familiar e dar uma boa assistência de saúde para as mulheres.

Relembrando o censo da população e os indicadores múltiplos de saúde – que são de extrema importância para a definição de políticas e estratégias para que se garanta o acesso universal ao planeamento familiar nas áreas periurbanas e rurais – o ministro disse que Angola conta actualmente com uma população estimada em 26 milhões de habitantes e uma taxa fecundidade de 6,2 filhos por mulher.

Acrescentou ainda que, segundo projecções estatísticas, a população total de Angola aumentará cerca de 19% até 2034, e atingirá o dobro em 2050.

De acordo com os estudos SPMS, cerca de 48% da população casa ou vive em união de facto, antes dos 18 anos, e 34% das adolescentes, entre os 15 e os 19 anos de idade, já engravidaram pela primeira vez, facto que demonstra que as raparigas se tornam mães precocemente com todos os riscos possíveis sobre tudo os de saúde.

Disse ainda que o Executivo angolano, conjuntamente com os outros sectores, relacionados com a componente do planeamento familiar, tem desenvolvido várias acções visando o melhoramento da saúde da mulher e a redução da mortalidade materna e infantil.

 

Planeamento familiar salva vidas

A Representante do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA, conhecido também pela sigla FNUAP) em Angola, Florbela Fernandes, lembrou no acto que, no dia 11 de Julho de 1987, a população mundial tinha alcançou a cifra de 5 mil milhões de pessoas, e que esse marco histórico motivou a Organização das Nações Unidas(ONU) a criar, dois anos depois, o Dia Mundial da População.

Afirmou que, actualmente, a população mundial é estimada em cerca de 7,6 mil milhões de pessoas, pelo que a celebração desta data serve de chamada de atenção para a importância das questões populacionais e o desenvolvimento sustentável.

Garantiu que 214 milhões de mulheres em países em desenvolvimento carecem de métodos de planeamento familiar seguros e eficazes, e que a resolução deste problema salvaria muitas vidas, evitaria 66 milhões de gravidezes não planeadas e reduziria cerca de 303 mil mortes maternas anuais.

Acresceu que o tema deste ano destaca a importância do acesso a métodos seguros de contracepção para a saúde e o bem-estar das gerações presentes e futuras. Para a responsável, é indispensável prestar uma especial atenção às necessidades cívicas dos jovens, particularmente das raparigas adolescentes, dado que as complicações na gravidez e parto são a principal causa de mortes das mulheres entre os 10 aos 19 anos de idade.

A responsável disse também que existem milhares de jovens em idade reprodutiva que carecem de conhecimentos, habilidades e serviços para fazerem escolhas informadas sobre a sexualidade e contracepção, e que as suas necessidades e direitos devem ser abordados com urgência pelas autoridades.

 

Mulheres mais produtivas

Segundo Florbela Fernandes, todos os dias surgem muitas mulheres em situação de vulnerabilidade, especialmente as mais pobres e refugiadas que enfrentam obstáculos sociais, económicos e geográficos, para terem acesso a informações e aos serviços de planeamento familiar.

Salientou que os cuidados com a saúde reprodutiva incluindo o planeamento familiar voluntário, geram impactos positivos nas economias globais. E frisou que um sistema de saúde efectivo contribui para as mulheres concluírem os seus estudos, unirem-se numa força de trabalho, serem mais produtivas em seus empregos, ganharem salários mais altos, aumentarem as suas economias, os seus investimentos e contribuírem para o desenvolvimento das suas nações.

Realçou que, além de fundamental para a estabilidade de igualdade do género e o enquadramento da mulher, o planeamento familiar reduz a mortalidade materna e infantil e constitui um factor económico considerável na redução da pobreza. Apelou para a intensificação dos esforços e a mobilização de recursos para o acesso a saúde sexual e reprodutiva incluindo o planeamento familiar voluntário.

Disse ainda que o UNFPA estabeleceu uma meta ambiciosa e transformadora para eliminar as demandas insatisfatórias do planeamento familiar até 2030. Nesta celebração do Dia Mundial da População enfatiza a materialização das contribuições e dos apoios dos governos, e de todas as entidades colectivas e singulares para o alcance desta meta.

Chamou a atenção aos 179 governos que assinaram e aprovaram o programa de acção da Conferência Internacional no Cairo (Egipto), para a população e desenvolvimento da população em 1994, a cumprirem o compromisso do acesso a saúde sexual e reprodutiva e do planeamento familiar voluntário.

A UNFPA em Angola é o principal fornecedor de contraceptivos, tem apoiado a estratégia do planeamento familiar, as acções direccionadas para a promoção da saúde materna, a criação de mais serviços de saúde e a defesa do bem-estar para os adolescentes e jovens.

 

 

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Os investigadores concluíram que fazer pelo menos uma hora de actividade física por dia - como caminhar depressa ou andar de bicicleta - pode eliminar o risco acrescido de morte associado a estar sentado durante oito horas diárias

Aplicações de telemóvel que contam os passos deram pistas sobre obesidade

 

Investigadores norte-americanos usaram dados de mais de 700 mil utilizadores de 111 países que têm apps para contar os passos para estabelecer uma relação com a obesidade. O estudo foi publicado este mês na revista científica Nature. eficaz.

 

Um grupo de investigadores da Universidade de Stanford (nos EUA) analisou os padrões de actividade física de 717 mil pessoas que possuem nos seus smartphones aplicações que contabilizam os passos diários. A investigação contou com dados recolhidos de indivíduos em 111 países.

Os investigadores analisaram indicadores como a idade, género, peso e altura – de cada um dos indivíduos – através da aplicação de actividade física Azumiu Argus, durante um período de 95 dias. Através do cálculo entre o peso e a altura, foi possível obter o índice de massa corporal de cada individuo e estabelecer uma relação entre o nível de actividade física e a prevalência de obesidade. Apesar de incluir dados de 111 países, a equipa centrou a análise em apenas 46 países.

 

Bastam duas semanas de inactividade física para reduzir massa muscular

 

O estudo conclui que nos países em que as pessoas andam aproximadamente o mesmo tempo (ou dão o mesmo número de passos diários) os níveis de obesidade são menores. Por outro lado, nos países em que esta diferença é maior (ou seja, a quantidade de actividade física entre indivíduos é muito variável), os níveis de obesidade tendem a aumentar.

A equipa de Stanford apelidou esta tendência como “desigualdade de actividade” – quanto maior for a diferença entre as pessoas mais activas e as mais sedentárias, os níveis de obesidade daquele país tendem a ser mais elevados. De acordo com este estudo, o Japão, é o país que regista maior número de passos diários com 6000.

À BBC, Scott Delp, um dos investigadores afirmou que “este estudo é 1000 vezes maior do que anteriores relativos ao movimento humano”. E o que diferencia este estudo dos restantes? Para Scott Delp um dos principais pontos distintivos é o "rastreamento contínuo da actividade dos indivíduos".

Para exemplificar a “desigualdade de actividade” os investigadores de Stanford dão o exemplo da Suécia. “A Suécia possui um dos níveis mais pequenos de desigualdade de actividade física”, declarou Tim Althoff, um dos investigadores do estudo e principal autor do artigo publicado na Nature. O facto de a Suécia apresentar um dos menores níveis de desigualdade de actividade física, faz com que tenha um dos menores níveis de obesidade do conjunto de países analisados.

 

Cidades amigas dos pedestres

 

Para os investigadores, um dos factores que terá influência na actividade física das pessoas é a forma como a cidade onde vivem está organizada. Para Jennifer Hicks, uma das investigadoras, as cidades mais “amigas” dos pedestres, registaram um menor número de “desigualdade de actividade”. “Nas cidades que são mais acessíveis para caminhar, todos [os indivíduos] tendem a dar mais passos diários” independentemente do género, idade ou do peso, destacou a investigadora.

Para Scott Delp, este estudo apoiado em dados fornecidos por uma aplicação de um telemóvel “abre portas para novas formas de fazer ciência” a uma escala mais ampla.

 

 

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A gestão do stress, revitalização, reconhecimento social, gestão do peso, aparência, agilidade e força/resistência são alguns dos factores motivacionais que levam os angolanos aos ginásios

Caminhar uma hora por dia apaga riscos de estar sentado oito horas

 

A inactividade física está ligada a um risco aumentado de doença cardíaca, diabetes e alguns cancros e é associada a mais de cinco milhões de mortes por ano.

 

Caminhar ou pedalar uma hora por dia anula os riscos para a saúde de estar oito horas sentado, revelaram uma série de estudos que estimam em 67,5 mil milhões de dólares o custo global da inactividade física. Divulgada pela revista The Lancet, a série de quatro estudos científicos conclui que foi parco o progresso no combate à inactividade física e hoje um quarto dos adultos e 80% dos adolescentes não cumprem as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

No primeiro estudo a calcular o peso económico global da inactividade física, os investigadores estimam que os custos desta epidemia - em cuidados de saúde e em perda de produtividade - sejam pelo menos de 67,5 mil milhões de dólares, o equivalente ao Produto Interno Bruto da Costa Rica em 2013. A inactividade física está ligada a um risco aumentado de doença cardíaca, diabetes e alguns cancros e está associada a mais de cinco milhões de mortes por ano.

Numa análise de 16 estudos científicos que acompanharam mais de um milhão de pessoas ao longo de períodos entre dois e 18 anos, os investigadores concluíram que fazer pelo menos uma hora de actividade física por dia - como caminhar depressa ou andar de bicicleta por prazer - pode eliminar o risco acrescido de morte associado a estar sentado durante oito horas diárias.

"Tem havido muita preocupação com os riscos para a saúde associados aos actuais estilos de vida mais sedentários. A nossa mensagem é positiva: é possível reduzir - ou até eliminar - estes riscos se formos suficientemente activos, mesmo sem ter de fazer desporto ou ir ao ginásio", disse o principal autor do estudo, Ulf Ekelund, da Escola Norueguesa das Ciências do Desporto e da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

Citado num comunicado da revista The Lancet, o investigador lembra que para muitas pessoas, que vão de transportes para o trabalho e têm empregos de escritório, "não há como escapar a estar sentado por longos períodos".

"Para essas pessoas em particular, não podemos sublinhar demasiado a importância de fazer exercício, seja fazendo uma caminhada à hora do almoço, seja correndo de manhã, seja indo de bicicleta para o trabalho. Uma hora de actividade física por dia é o ideal, mas se isso for impossível, pelo menos fazer algum exercício todos os dias ajuda a reduzir o risco", afirmou.

 

Dos inactivos aos mais activos

 

No estudo, os investigadores classificaram as pessoas em quatro grupos de dimensões iguais, de acordo com o seu nível de actividade - menos de cinco minutos por dia para os menos activos e até 60 ou 75 minutos diários para os mais activos. As pessoas que estavam sentadas oito horas por dia mas eram fisicamente activas tinham muito menos risco de morte do que as pessoas que passavam menos horas sentadas mas eram menos activas.

O estudo sugere que a actividade física é particularmente importante, independentemente do número de horas que passamos sentados. De facto, o risco acrescido de morte associado a estar sentado oito horas por dia foi eliminado nas pessoas que fizeram um mínimo de uma hora de actividade física por dia e o maior risco registou-se nas pessoas que ficam sentadas por maiores períodos e são mais inactivas.

As recomendações da OMS apontam para um mínimo de 150 minutos de actividade física por semana para os adultos, o que fica muito abaixo dos 60 a 75 minutos diários identificados neste estudo.

 

 

 

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Maternidades de Luanda passam a registar recém-nascidos

 

O Governo lançou este mês um programa que vai permitir o registo de nascimento de crianças em maternidades e postos de saúde com esse serviço, prevendo inicialmente a instalação de 17 pontos para o efeito em Luanda.

O programa denominado "Nascer com o Registo", que conta com o apoio financeiro de 16 milhões de euros da União Europeia, foi lançado na Maternidade Lucrécia Paim.

Para o secretário de Estado da Saúde, Eleutério Hivilikwa, “é importante que os pais façam o registo de nascimento das crianças logo após o parto, porque garante a protecção dos seus direitos, o que permite o seu acesso aos serviços de educação, entre outros”, frisou.

O sistema nacional de saúde é uma porta de entrada para que as famílias e a comunidade consigam fazer valer os direitos das crianças.

Eleutério Hivilikwa garantiu que o Ministério da Saúde continuará a envidar esforços para criar condições para a instalação dos serviços de registo civil nas unidades sanitárias, com serviços de maternidade, de modo a continuar a disseminar informações às gestantes, durante as consultas pré-natal e após o parto, sobre a importância do registo de nascimento, para que as crianças tenham os seus direitos respeitados.

“Esta iniciativa reforça o papel que os hospitais podem desempenhar, a fim de tomar o registo civil de nascimento universal e obter de informações consistentes e fundamentais para a formulação de políticas públicas, adequadas para melhor atendimento da população infantil e para a garantia do direito de cidadania de todas as crianças” concluiu.

Segundo o diretor nacional dos Serviços de Registo e Notariado do Ministério da Justiça e Direitos Humanos de Angola, Claudino Filipe, está previsto o posterior alargamento deste serviço a todo o país, inicialmente com 10 postos em cada uma das 17 restantes províncias.

"A inovação desta unidade que temos aqui é que os pais levam logo consigo o documento após fazerem o registo do filho", disse este responsável, acrescentando que o registo deverá ser realizado em cerca de cinco minutos.

 

 

 

 

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Governo Provincial de Luanda e ONUSIDA discutem mecanismos

para impulsionar a luta contra o Sida

 

O Director do Programa Conjunto das Nações Unidas para o combate ao VIH/Sida (ONUSIDA), em Angola, Michel Kouakou,  foi recebido em audiência pelo Governador Provincial de Luanda, General Higino Carneiro, a quem solicitou apoio pessoal para se impulsionar o combate contra a pandemia do Sida a nível desta província.

«Sendo Luanda uma das maiores cidades africanas, com mais de 7 milhões de habitantes, acreditamos que todo o trabalho que aqui for feito terá um grande impacto contra o Sida, a nivel nacional», considerou Michel Kouakou que aproveitou também a oportunidade para transmitir os melhores cumprimentos do director executivo do ONUSIDA, Michel Sibidé.

Por sua vez, o general Higino Carneiro assegurou que está disponível a continuar a trabalhar conjuntamente o novo director do ONUSIDA para que os objectivos já programados para o combate ao  VIH/Sida sejam alcançados. «O nosso compromisso mantém-se», salientou ele.

Durante o encontro, Michel Kouakou sugeriu ainda um maior envolvimento dos administradores municipais e da sociedade civil angolana na prevenção do VIH/Sida. «Sabemos que a prevalência do Sida em Angola é baixa, mas este é o momento certo para agirmos e evitar que a epidemia cresça, sobretudo entre os jovens», sublinhou.

A audiência no Governo da Província de Luanda serviu ainda para o ONUSIDA apresentar uma proposta de subscrição da «Declaração de Paris para o fim do VIH/Sida», uma iniciativa das Nações Unidas que prevê erradicar o Sida como ameaça de saúde pública, até ao ano 2030,  em linha com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

 

 

 

 

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